Retomando a parvoeira que escrevi a um pouco e que estupidamente publiquei ao invés de guardar como rascunho
Se quisesse teria tanto que contar desde a minha última publicação.
Se quisesse poderia falar da última quinta-feira, do jantar de curso.
Poderia falar da amálgama de sentimentos corridos entre o alegre euforia e a triste tristeza, do efeito brancos em excesso, da cevada bebida que nos levam a banais e descontraídas conversas da treta que não têm objectivo algum que não seja existirem e serem agradáveis por isso mesmo.
Poderia falar do abismo que separa este mundo e o que vivi durante o fim-de-semana no retiro espiritual, assim o posso classificar, assim o podem rejeitar.~
Poderia falar do preconceito automático, do franzir do sobrolho, do pensar “o que é isto meu!” que será automaticamente imposto á palavra espiritual assim que for lida.
Poderia falar do sentimento de despertar da importância das coisas realmente importantes que como uma lamina foram desfazendo aquela quinta-feira em mil e um pedaços dando me a noção de que aqueles bons momentos são momentâneos e que existe algo eterno mais forte mais vivo e mais presente que os pénaltis do jantar ou das canecas da baiuca.
Mas hoje, como se vê, apetece-me escrever de novo sobre nada, alimentando os devaneios que por vezes me atacam deixando me a pensar em coisas, em coisas que poderia falar…
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